Blog do Barbosa Retratista “Lambe-Lambe”

Blog escrito por um piloto de ultraleve que busca a integração de todos os que fazem do Céu o seu limite.

30/4/12

Número grande de acessos

  Agradeço lisonjeado os muitos acessos que são feitos aqui pelo Terra, mas, infelizmente, não tenho conseguido postar fotos e, até, simples textos.

   Por isso estou no Blogspot, que se não é lá uma Brastemp, pelo menos me permite anexar fotos …

  http://blog-do-barbosa-lambe-lambe.blogspot.com

   E só clicar e você verá fotos bonitas do Rio Grande, histórias, mentiras, fofocas, aumentos, etc …

criado por Vilsom Barbosa    21:39:26 — Arquivado em: Sem categoria

6/4/12

Encontro no Nédio

 

 

No domingo, 1º de abril, o Nédio deu um trote em todo o mundo. Disse qaue não ia fazer o encontro e fez …

Com camisa de cornão (cor sim, cor não - listrada) o homem que avoa, anda de a cavalo em motociclo e  sabe receber os amigos como ele só, Nedio Marques da Rocha. Junto, um bando de desocupados de Cachoeira, Cruz Alta  e “pruximidades” como diz o Deoclécio.

 

O homem tem um hangar onde cabe a Força Aérea Brasileira, o Airbus 380, e um monte de avião mais.

Mais fotos em

http://blog-do-barbosa-lambe-lambe.blogspot.com

criado por Vilsom Barbosa    18:26:38 — Arquivado em: G - Eventos, I - Gente Amiga

1/4/12

Um Voo
Histórico

 

Mal o Polaco estufara o peito,
batera as asas e dera a primeira clarinada de saudação ao novo dia, estava já o
Deoclécio sentado num cepo, sorvendo um amargo, com erva das mais fortes da
Palmeira, bombeando o fogo e resmungando consigo e com o cusco:

                - Tchê,
Ventania, hoje bamo amostrá  praqueles
bundamol o que é um gaúcho de serventia.

Isto falava,
porque  tinha um plano traçado . Bem
traçado e infalível, que nem os do Cebolinha e Cascão contra a Mônica.

- Termino o
mate, pito um palhero dos bueno, adespoi tomo uma caneca de café com um resto
da oveia de onte e to pronto pro desafio. E tu não te fresqueia de me atrapaiá
nos planejado.

Feito os
alimentamentos, lá estava o peão num trote em riba da égua Xuxa, assobiando de
novo o “Canto Alegretense”, música preferida quando estava por se envolver em
alguma cosa arriscada.

O  Ventania, meio por perto, chuleando alguma
caça - sorro, pereá, mulita, qualquer cosa de sustança.

Pros lados de
Rosário a barra do dia avermelhava o horizonte e o peão vibrava de
contentamento, que nem guri que acertou a bodocada.

De vereda
estavam na várzea, onde uma nesga de cerração meio que contornava o mato da
sanga.

- Só o que me
falta. Uma baita librina. Aí se vai tudo rio abaixo …

“Eles vão ver,
pensava. Acham que sou um bocó, de não prestar atenção pras coisas.”

O imponente
Ipanemão, uma das últimas aquisições do seu Ponciano, tapado de sereno, era um
desafio. Mais de trezentos cavalos prontos a disparar na cancha reta que era a
pista de 600 metros, bem larga e nivelada, sem obstáculos nas cabeceiras e com
laterais limpas.

“Numa pista
dessas até guri que não desmamou sai voando.”

Pelo andar da
carruagem, já podem ter ideia do que se aproxima.

Como todos
sabem , piloto e equipe agrícola são bichos por demais madrugadores e, antes do
Sol nascido já estão a postos. Assim, se o peão queria, mesmo, voar, tinha que
ser meio a rumo, antes dos outros chegarem, no lusco-fusco do amanhecer.

Por ser lugar
retirado, de difícil acesso, onde ninguém ia, o piloto seguido deixava a chave
no painel ou, na melhor das hipóteses, pendurava numa sobra de arame, meio
escondida no oco dum moirão, cavado por um pica-pau.

Era
praticamente noite             ainda e o
rugir do motor acordou gente e bichos em toda a volta, coisa de légua.

Na
fazenda, o pessoal achou que era o piloto. O piloto pensou que fora a equipe de
apoio e o Deoclécio pensou que era isso mesmo que ele queria que eles
pensassem.

Voará
o gaudério? Destruirá o Ipanema do patrão? Morrerá junto com seu sonho de voar?

Não
percam os próximos capítulos de “Aquela Estampa”, que acaba de iniciar, como
dizem os apresentadores da Globo. Acaba de iniciar … E eu é que sou burro …

 

criado por Vilsom Barbosa    19:59:19 — Arquivado em: F - O Peão Voador - ficção

Um Voo Histórico


criado por Vilsom Barbosa    19:56:18 — Arquivado em: F - O Peão Voador - ficção

31/3/12

http://blog-do-barbosa-lambe-lambe.blogspot.com/

Hoje, domingo, tentei de novo, mas a m. do Terra não consegue anexar as fotos. Sempre a velha deculpa: no momento … Por favor, tente novamente.  Vou tentar é achar a senhora mãe do desinfeliz que cobra não prestga o serviço prometido. 

 

 

http://blog-do-barbosa-lambe-lambe.blogspot.com/

 

Como não consigo publicar fotos no Terra, favor irem ao blogspot. Lá tem cada foto …

criado por Vilsom Barbosa    18:44:43 — Arquivado em: Sem categoria

Para ver Fotos de Andanças pela Fronteira do Sul do Brasil, Clique Abaixo, que no Terra, embora Pagando, não consigo anexar fotos … Eta mundão sem porteira …


criado por Vilsom Barbosa    18:38:05 — Arquivado em: Sem categoria

Belas Fotos Estão no Blogspot


criado por Vilsom Barbosa    18:35:16 — Arquivado em: I - Gente Amiga, K - Fotos

24/3/12

Não Tá Morto Quem Peleia

Quando este manicaca era menor do que é, já gostava de ler e lia o que era possível conseguir, pois naquele tempo, morando na campanha, acesso a biblioteca, essas coisas, nem pensar.

Assim, quando algum parente chegava de viagem e deixava um jornal, uma “Cruzeiro” ou “Manchete”, mesmo antigos, era uma festa. Também gostava da “Seleções”, com suas histórias, Fatos da Vida Real, etc.

Impressionava-me o fato de os povoeiros lerem o jornal e o descartarem, em vez de guardarem numa prateleira, armário, sei lá. Para mim, aquilo cheirava a sacrilégio. Ora, se naquele papel estavam impressas letras e textos, era porque tinham algum valor e interesse. Assim, ler e jogar fora, inclusive para fins menos nobres como substituir a carqueja e o sabugo, só podia ser um baita pecado.

Lembro que ficava horas e hora na “patente”, não nas famosas lutas de cinco contra um, mas lendo jornais velhos, que ali substituíam o papel higiênico, e os substitutivos gaudérios já citados, nem que fossem anúncios de tarecos já vendidos. O importante era ler, mesmo num ambiente, digamos, nem tão perfumado assim.

Pois numa das leitura de Seleções, impressionou-me a história dum piloto que enfrentou barra pesadíssima em voo - pane, tormenta - não lembro mais. Mas que sentiu o cutuco de verdade.

Contava ele que, sentindo a morte quase certa, não entregou os pontos e lutou até o final, “felizmente” feliz.

Em minha cabeça de guri não entrava a ideia de que alguém, vendo que ia morrer, continuasse fazendo coisas, buscando alternativas, raciocinando, enfim, não cristalizando. Para mim, perigo de morte era perigo de morte e não havia homem no mundo que tivesse o topete de enfrentá-lo com calma, mantendo o raciocínio, tomando decisões, agindo. Aquilo não passava de ficção, gabolice que a pessoa queria nos impingir como acontecimento real.

Vejam como são as coisas: passaram-se os tempos, enfrentei perigos em terra, virei piloto e andei levando cada cagaço, que vou lhes contar…

Pois não é que acabei conseguindo agir, nas minhas seis panes, incluindo duas de decolagem, meio parecido com aquelas histórias que lia…

Será que ficou lá no inconsciente, a mensagem: não tá morto quem peleia?

E não estou mentindo: teve uma pane em que, por teimoso, fui ser piloto de teste do “Três-por-Um”, um avião construído por alguém que nunca foi piloto, nunca foi mecânico aeronáutico e que bolou o próprio projeto.

Todos esperavam cacaca, menos o construtor e o “piloco” Barbosa.

O piloco e o construtor perderam para todos …

Na decolagem apagou-se aquele negócio que movimenta o ventilador de piloto (porque toda a vez que a hélice para, a gente sua …).

Acreditem ou não: eu comecei a rir (até podia ser de nervoso). Ria e me xingava: “Bem-feito! Quem mandou não ouvir os conselhos para não voar nessa encrenca! Agora quero ver como vais te sair com o pouso nessas canas aí na frente …”

E ria. Talvez o famoso couro curto do japonês … Abria a boca em cima, porque embaixo cortava prego …

Rindo de nervoso ou não, levei a craca a um pouso numa lavoura de arroz, em vez das canas, somente quebrando a triquilha e lascando a hélice. Infelizmente, quando o avião é dos outros eu preservo e os meus eu detono …

Tive outras situações em que achei chegada a hora de ir prosear e tomar mate com o São Pedro. Sentindo a pua, mantive a calma e fiz o que era certo, felizmente, dando certo.

Estou pensando em alterar a lei de Murphy, onde “se pode dar errado, vai dar errado”.

Declaro estabelecida a Lei do Barbosa “Lambe-Lambe”:

Art. 1º - Se pode dar certo, vai dar certo.

Art. 2º - A lei de Murphy sempre será aplicada subsidiariamente, nos casos em que não se possa aplicar o art. 1º.

Esta Lei entrará em vigor imediatamente após sua publicação no blog.
Revogam-se as disposições em contrário, a favor ou indiferentes.

Gabinete dum piloto que não tem coisa melhor a fazer, 19 de março de 2012.

criado por Vilsom Barbosa    20:45:24 — Arquivado em: Sem categoria

3/3/12

Andanças

sábado, 3 de março de 2012

Andanças

 Tive o prazer de visitar, na mesma semana duas cidades e dois Aeroclubes. Procurei aproveitar a andança para fazer novas amizades e ganhar mais cultura aeronáutica. A velha história: uma hora de hangar deveria valer por 0.3 hora voada …

 

 

   O resto está no http://blog-do-barbosa-lambe-lambe.blogspot.com/

criado por Vilsom Barbosa    18:29:09 — Arquivado em: I - Gente Amiga

18/2/12

Causo Narrado pelo Deoclécio - Pouso com Ventão de Través

 

 

Passou-se ansim:

 

- Diz que lá pelas bandas de Itajaí, nos plagos catarinense, um desses piloto recruta, que tá empeçando as peleia com os apareio, estava nas berba de ir pro tal de cheque.

 

O peão deu uma sorvida no amargo, depois cuspiu pro lado de montar e seguiu narrando:

 

- O rapazote não era lá mui assustado, desses que corre fantasma a canzil, no más! Facero que nem bolicheiro em dia de cancha reta, aguardava ansioso pelo avoo, pois ia confirmá o solo. Pela primeira vez ia se afastar da pista, sem um instrutor dando as garantia.

 

- O instrutor fez o tal de “bifing” ou seja lá o que for de palavra afrescalhada de gringo e dirigiram-se para o Paulistinha, devidamente aperparado pelo aluno. Diz que nesse negócio de “bifing” o instrutor alertou para as particularidade da região nessas cosa de tempo. “Duma hora para outra bate um ventão e a gente deve sempre contar com o pior e saber como enfrentar a situação” - falou pro novato.

 

- O ventinho que soprava vinha do leste, mas era cosa poca.

 

- Se foro pro firmamento, dum azul forte, com uma ou outra nuvenzinha, diz que desses tal “acúmulo”. Fizero as manobra prevista no Manual e o instrutor autorizou o poso. Em vez de se dirigirem pro galpão dos apareio, pararam levemente afastados da pista e confirmou-se que tinha chegado a hora. “Fica tranquilo. Tu estás bem preparado. É só fazer o que tu sabes que vai dar tudo certo. E fica atento com a biruta, para ver se não aumenta o vento, quando voltares.”

 

   O resto do causo está no blog do Barbosa Lambe-Lambe, agora, no Blogspot:

 

http://blog-do-barbosa-lambe-lambe.blogspot.com

 

Clique e vá até lá. O blog no Terra será extinto.

criado por Vilsom Barbosa    19:40:17 — Arquivado em: E - Manicacadas dos outros
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